A Ordem dos Farmacêuticos não concorda com a decisão de abrir farmácias de venda ao público nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde. E vai pedir a verificação da constitucionalidade desta medida ao Provedor de Justiça. A notícia vem no DIÁRIO DE NOTÍCIAS de hoje e mostra que a Ordem está preocupada porque este decreto-lei só deveria ser decidido pela Assembleia da República e não por iniciativa do ministro da Saúde, Correia de Campos. Em Novembro passado, a mesma Ordem dos Farmacêuticos também já se tinha mostrado incomodada com estas novas farmácias, tendo enviado para a Autoridade da Concorrência um pedido de parecer sobre uma possível violação da livre concorrência. Ou seja, a Ordem dos Farmacêuticos está preocupada com os 69 milhões de euros anuais correspondentes à facturação dos principais hospitais portugueses (Santa Maria, São João, Leiria, Viseu, Faro e Centro Hospitalar de Coimbra). Os farmacêuticos não estão interessados em saber se esta decisão é melhor ou não para os pacientes dos hospitais, aqueles que passam horas à espera de passar na triagem ou de ser vistos pelos médicos. Nem mostram preocupação pelo facto de os doentes, após as atribuladas consultas nos hospitais públicos, terem de correr a cidade à procura de uma farmácia aberta. Isso não. O que interessa é que o negócio se mantenha sempre no seio da corporação.14/01/08
Belo exemplo
A Ordem dos Farmacêuticos não concorda com a decisão de abrir farmácias de venda ao público nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde. E vai pedir a verificação da constitucionalidade desta medida ao Provedor de Justiça. A notícia vem no DIÁRIO DE NOTÍCIAS de hoje e mostra que a Ordem está preocupada porque este decreto-lei só deveria ser decidido pela Assembleia da República e não por iniciativa do ministro da Saúde, Correia de Campos. Em Novembro passado, a mesma Ordem dos Farmacêuticos também já se tinha mostrado incomodada com estas novas farmácias, tendo enviado para a Autoridade da Concorrência um pedido de parecer sobre uma possível violação da livre concorrência. Ou seja, a Ordem dos Farmacêuticos está preocupada com os 69 milhões de euros anuais correspondentes à facturação dos principais hospitais portugueses (Santa Maria, São João, Leiria, Viseu, Faro e Centro Hospitalar de Coimbra). Os farmacêuticos não estão interessados em saber se esta decisão é melhor ou não para os pacientes dos hospitais, aqueles que passam horas à espera de passar na triagem ou de ser vistos pelos médicos. Nem mostram preocupação pelo facto de os doentes, após as atribuladas consultas nos hospitais públicos, terem de correr a cidade à procura de uma farmácia aberta. Isso não. O que interessa é que o negócio se mantenha sempre no seio da corporação.13/01/08
Empate técnico
'Amor de Perdição' e 'Sim, Srº Ministro'. São estes os títulos escolhidos para o que se passou em Portugal durante o ano de 2007. Foram as duas opções mais votadas na sondagem que decorreu durante a última semana aqui no blog. Um empate técnico que pode querer dizer muita coisa. É fácil, de facto, ver Portugal como um grave caso de Amor de Perdição. Às vezes, no mais longínquo bar do mundo, no mais improvável dos locais, ouve-se uma palavra ou um som em português que nos faz sentir o tão badalado frio na espinha. E não percebemos porquê. Mas é bom. E com o que se passou por cá no ano passado, a escolha´'Sim Srº Ministro' não poderia ser melhor. No mesmo país que aprendemos todos os dias a amar, continua a vingar a lei da subserviência, de dizer que sim a tudo, de não pedir livro de reclamações, de não questionar a autoridade 'deles', aquela entidade etérea em quem descarregamos todas as culpas, frustrações e medos. Em vez disso, poderíamos passar a confrontá-los, a querer saber os porquês das suas decisões e a exigir a mudança. De gente, de estilo, de atitude. Mas ainda não o fazemos de forma tão assídua como seria desejável. Talvez em 2008 as coisas mudem. Ou não.
11/01/08
Dicas para o fim-de-semana
1- Porto Tónico com pouco gelo no Espaço Ego, em Seia, um dos bares de bom gosto que existem em Portugal. Bem juntinho ao frio e à neve da Serra da Estrela.2- Pãozinho da casa saído do forno do Anexo, em Setúbal. Há lá coisa melhor?
3- Café e três ou quatro dedos de conversa no topo do Mercado do Chão do Loureiro, em Lisboa. A vista faz esquecer tudo.
4- Salto tandem de páraquedas em Ponte de Sôr, com a Sky Medley. Experiência fantástica só para os audazes.
5- Dois dias no sofá, de pijama e comando na mão, a ver filmes e a comer bolachas. O elogio da preguiça.
Nem assim...

Não há volta a dar. Os números de 2007 não mentem. Nasceram menos 3000 crianças em Portugal no ano passado. Não chegam os chorudos abonos de família que o estado português oferece às famílias. Não adianta a política de incentivo à natalidade ou as questões filosóficas de Cavaco Silva quanto à actividade reprodutiva dos portugueses. Não há estabilidade económica, não há famílias a querer ter filhos. A população envelhece de dia para dia e não se vê a luz ao fundo do túnel. A não ser que a comunidade científica internacional concilie esforços para chegar ao grande milagre da Natureza: os homens passarem a ter filhos. Claro que isso teria sempre que passar no crivo dos defensores da Ética e dos bons costumes. Mas essa é uma questão para mais tarde. Por enquanto ainda temos que nos preocupar com a reprodução medicamente assistida, a clonagem de seres humanos, a eutanásia e restantes questões menores.
10/01/08
Margem Sul Toujours!
Finalmente. O fumo branco dos motores dos aviões pode pairar sobre Alcochete. O Governo decidiu, está decidido. Que é como quem diz: O Governo voltou atrás na sua decisão, está decidido. Fosse ou não um erro construir na Ota, seja ou não um erro construir em Alcochete, alguma coisa precisava ser feita, alguam decisão precisava ser tomada. Há uma década que se falava nisto, há dez anos que os terrenos da Ota circulavam de mãos em mãos. E agora? O que fazer a todos os grandes proprietários da região, antigos e recentes? Que indemnizações milagrosas vão receber? No momento de comunicar oficialmente a decisão aos seus concidadãos, José Sócrates anunciou também que a construção do aerporto será acompanhada por uma travessia rodo-ferroviária do Tejo. Mais uma. Lá vão os terroristas ter mais um alvo para atacar, deve estar a pensar Almeida Santos.
09/01/08
'Tá renhido!
Só para informar que a votação do blog está ao rubro, apesar de ainda sermos poucos. Mas bons. Há dois candidatos a disputar a liderança, parecem as Primárias norte-americanas do Partido Democrata. Cá, como lá, vamos pôr o preto no branco e votar num título para a novela que decorreu em Portugal durante o ano de 2007.
Vamos com calma

De acordo com a edição de hoje do JORNAL DE NOTÍCIAS, a velocidade máxima autorizada no interior das localidades vai ser reduzida para 30 km/hora. Se a fiscalização já não funciona a 50km/hora, imagine-se a 30. A ideia é a de tentar diminuir a sinistralidade rodoviária, uma das causas mais graves de morte em Portugal. Todos os anos, cerca de 1000 pessoas perdem a vida nas estradas, o que equivale a quase 35 mil portugueses mortos durante os anos de democracia. É o equivalente a um estádio de futebol de capacidade média cheio. E nestes números não entram os feridos graves, incapacitados e feridos ligeiros. Assistimos a uma guerra civil nas estradas portuguesas e os acidentes continuam a acontecer. Com medidas como esta, parece que queremos estancar uma hemorragia cerebral com um penso rápido. O problema tem que ser atacado de frente, trabalhando para mudar as mentalidades e implementar o civismo e o respeito pelos outros.
08/01/08
É só inveja!

Nicolas Sarkozy não é o mais adorado dos líderes europeus. Não é o mais brilhante dos políticos. Não tomou as melhores decisões na sua vida. Não é o presidente de todos os franceses. Não é o herói dos magrebinos que moram em França. Nem sempre defendeu as políticas mais eficazes. E esqueceu-se de apertar a mão a José Sócrates na Cimeira de Lisboa. Mas será que não pode levar uma vida privada normal? Depois de separado de Cécilia, a carsimática e mais rápida Primeira-Dama de França a deixar de sê-lo, Sarkozy foi visto na Eurodisney e no Egipto com Carla Bruni, a cantora e ex-modelo. E então? Namoram, vão casar e ele acaba de o declarar em conferência de imprensa. Não revela a data nem pormenores do casamento. E depois? Carla Bruni vai fazer dele um pior Presidente da República? Pior homem não o vai tornar, de certeza.
07/01/08
Putos que fumam

Vale Salgueiro. É este o nome da localidade do concelho de Mirandela onde as crianças estão autorizadas a fumar. Mas apenas no Dia de Reis. A tradição continuou a ser cumprida este ano. A reportagem é da SIC e é o claro exemplo de um tiro certeiro. Numa altura em que se debate a lei do fumo, as cigarrilhas do homem forte da ASAE, os espaços fechados e a produtividade abalada pelo 'cigarrette break', ficamos a saber que há um local neste país onde os pais compram maços de tabaco para os filhos. E foi vê-los a sorrir para a televisão de cigarro nos queixos. Miúdos com menos de 10 anos. Pelo que deu para ver pelas imagens, todas as crianças estavam a fumar em zonas autorizadas pela nova lei.
Deve ser da droga...

A RTP brindou Portugal com uma das melhores passagens de ano de sempre. É fácil elogiar os Gato Fedorento quando eles estão por cima, no entanto Ricardo Araújo Pereira, Tiago Dores, Miguel Góis e José Diogo Quintela estão mesmo noutro nível. Só assim se explica que a televisão do Estado tenha transmitido em directo e em diferido (várias vezes) a mais voraz crítica a um Primeiro-Ministro da história da democracia portuguesa. Nunca se viu nada igual. José Sócrates é visto como um jovem adulto que, em 1985, apresenta os seus projectos para o futuro: novo aeroporto, 150 mil empregos, curso de engenharia, ... está lá tudo. Todas as decisões tomadas de forma ponderada e consciente com um charro que passa de uma mão para outra. Será da droga ou começamos a viver num país a sério onde todas as opiniões são respeitadas?
Subscrever:
Mensagens (Atom)