24/01/08
Indecisão
A sondagem desta semana aqui no blog está empatada. Parece que não conseguimos decidir se a ameaça terrorista acontece a todos ou se estamos a colocar-nos em bicos de pés para parecer que somos importantes a nível internacional. Mas há mais hipóteses. Obrigado pela participação.
23/01/08
935 Mentiras / Lies

George W. Bush, presidente dos EUA. Dick Cheney, vice-presidente. Colin Powell, secretário de Estado. Condoleezza Rice, conselheira de Segurança Nacional. Donlad Rumsfeld, secretário de Defesa. Paul Wolfowitz, subsecretário de Defesa. Ari Fleisher e Scott McClellan, porta-vozes da Casa Branca. Todos eles são mentirosos. É essa a posição do Center for Public Integrity (Centro para a Integridade Pública), uma organização norte-americana que se prepara para lançar um estudo/livro sobre a guerra no Iraque. De acordo com Charles Lewis, o fundador do centro, no período de dois anos anterior ao conflito no Iraque, estes altos responsáveis norte-americanos terão mentido 935 vezes. Armas de destruição em massa e ligações à Al Qaeda são apenas alguns dos assuntos analisados no relatório que contém estas "mais de 900 declarações que foram o sustento do Governo para a guerra". As palavras são de Bill Buzenberg, director do Centro para a Integridade Pública. Não é esperado que o mesmo estudo seja efectuado em Portugal. Nem é admissível que alguém venha a ser responsabilizado pelas mentiras ditas.
President George W. Bush and seven of his administration's top officials, including Vice President Dick Cheney, National Security Adviser Condoleezza Rice, and Defense Secretary Donald Rumsfeld, made at least 935 false statements in the two years following September 11, 2001, about the national security threat posed by Saddam Hussein's Iraq. Nearly five years after the U.S. invasion of Iraq, an exhaustive examination of the record shows that the statements were part of an orchestrated campaign that effectively galvanized public opinion and, in the process, led the nation to war under decidedly false pretenses.
On at least 532 separate occasions (in speeches, briefings, interviews, testimony, and the like), Bush and these three key officials, along with Secretary of State Colin Powell, Deputy Defense Secretary Paul Wolfowitz, and White House press secretaries Ari Fleischer and Scott McClellan, stated unequivocally that Iraq had weapons of mass destruction (or was trying to produce or obtain them), links to Al Qaeda, or both. This concerted effort was the underpinning of the Bush administration's case for war.
From CENTER FOR PUBLIC INTEGRITY
Davos lançados

Mais de duas mil pessoas reúnem-se hoje, e até dia 26, para discutir o futuro do Mundo. Todos os anos, em Davos, na Suíça, os mais importantes líderes políticos e financeiros do planeta procuram encontrar soluções para as grandes questões internacionais. Como acontece todos os anos, as expectativas são elevadas. Novas políticas, financiamentos para ajuda humanitária, direitos humanos, queda das bolsas, preço do petróleo, tudo estará em cima da mesa. O momento de esperança anual para um mundo melhor volta a repetir-se. Será desta?
Overdose de acontecimentos

River Phoenix, estrela em 'Stand by me', 23 anos, overdose de heroína e cocaína em 1993. John Belushi, heróis dos 'Blues Brothers', 33 anos, overdose de heroína, cocaína e speeds em 1982. Edie Sedgwick, musa de Andy Warhol, 28 anos, overdose de barbitúricos e álcool em 1971. James Dean, estrela de 'A Leste do Paraíso', 24 anos, acidente de viação em 1955. Bruce Lee, mestre das artes marciais, 32 anos, acidente vascular cerebral em 1973. Brandon Lee, seu filho, 28 anos, atingido por uma bala verdadeira que deveria ter sido falsa em 1993. Marilyn Monroe, sex-symbol, 36 anos, overdose de comprimidos, suicídio ou assassinato em 1962. Rudolph Valentino, o galã do início do século, 31 anos, uma úlcera em 1925. Heath Ledger, 28 anos, cowboy de 'Brokeback Mountain', alegadamente overdose de comprimidos em 2008. Ontem. Estes são apenas alguns exemplos de estrelas que morreram no ponto alto das suas carreiras e das suas vidas. Mas a lista vai continuar. Faz parte do espectáculo.
22/01/08
1083 por hora

Imagine que a população portuguesa é constituída apenas por crianças com menos de cinco anos. Ou seja, seriam quase 10 milhões de putos. E imagine também que todos os anos, essa população morria. Todos, nem um se safaria. Pneumonia, malária, desinteria, subnutrição, sida, todas as doenças mais complicadas acabariam com essa imaginária população portuguesa. Seria uma tragédia sem precedentes. Pois bem, essa tragédia ocorre todos os anos, só que as crianças não são apenas portuguesas. De acordo com a Unicef, anualmente, cerca de 9,7 milhões de crianças com menos de cinco anos morrem devido a essas doenças. São 26 mil crianças por dia, 1083 por hora. Até 2015, o objectivo da Unicef é fazer com que essa cifra chegue "apenas" aos 5 milhões, mas a coisa não está fácil. Em África e na Ásia estão os maiores problemas e, de acordo com a mesma fonte, apenas Cabo Verde, Eritreia e Seichelles estão no bom caminho para cumprir a meta. Sem comentários.
21/01/08
Guerra ibérica

"Acidente: Carrinha espanhola responsável pela morte de quatro portugueses em Valladolid ". É com este título que a edição online do jornal PÚBLICO anuncia o que se passou esta manhã numa auto-estrada espanhola, perto de Valladolid. Eram 5h27, hora portuguesa, quando um veículo de matrícula portuguesa colidiu com uma viatura registada em Espanha e outra de matrícula francesa. Alegadamente, a colisão terá resultado de uma distracção do condutor espanhol que entrou em sentido contrário ao quilómetro 165 da auto-estrada A62, sentido Espanha-Portugal. É de lamentar mais um acidente mortal na estrada e é também lamentável que se escolha um título assim para encabeçar a triste notícia. Uma carrinha espanhola é responsável pela morte de quatro portugueses? Culpabilizar o condutor por este ser espanhol e vitimizar os ocupantes portugueses que morreram pode ser encarado como uma piada de mau-gosto. Então e quando os acidentes ocorrerem entre viaturas de matrícula portuguesa? Sempre podemos passar a fazer títulos como "Camião portuense responsável pela morte de quatro lisboetas em Benavente".
País-bomba

A ameaça terrorista paira sobre Portugal e nunca se levou a coisa tão a sério. Nem no Euro 2004 nem na presidência portuguesa da União Europeia. Os serviços secretos espanhóis deram o alerta e já só se fala nisso. Há razão para andarmos preocupados? Digam de vossa justiça na sondagem desta semana do blog.
Tony, faz-me um filho!

Este é um dos pedidos que mais se ouve nos concertos do cantor romântico português. A sua popularidade ultrapassa tudo o que se poderia imaginar e o filho, Mikael, vai pelo mesmo caminho. Tony Carreira foi o nome escolhido aqui no blog para baptizar a próxima travessia sobre o Tejo. A votação não deixou dúvidas: 58%. É maioria absoluta, sem apelo nem agravo. Conclusões e análises a esta sondagem? Penso que não é necessário. Mas seria engraçado ver o governo português iniciar uma campanha nacional para se chegar ao novo nome da ponte. Obrigado a todos pela participação.
18/01/08
Que é feito de si?
Há cerca de 115 dias, em Setembro de 2007, o Mundo abriu os olhos e viu a Birmânia/ Myanmar à beira do caos. Os monges budistas e a população vieram para as ruas protestar contra a ditadura militar, houve mortes, repressão policial e preocupação internacional propagada aos sete ventos. Entretanto, uma série de outras notícias e eventos tomaram conta da agenda e nunca mais se falou de um dos mais misteriosos países da Ásia. A líder da oposição ao regime e Prémio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, continua a viver confinada à sua casa. Nos últimos 18 anos, passou mais de 12 em prisão domiciliária. A população continua descontente e pede a transição para a democracia, mas até agora nada. Se nem as abundantes reservas de petróleo e de gás natural da Birmânia/Myanmar são suficientes para justificar uma intervenção da ONU ou dos Aliados, que tal tentar resolver a questão apenas em nome da Democracia e da Humanidade?
Fim-de-semana à porta
Não há chuva à vista para os próximos dias. Pelo menos no Centro e Sul, mas com isto do tempo nunca se sabe. E há tanta coisa para fazer neste país. Aproveitem!
1 - Ir ao futebol. Os três grandes jogam em casa no sábado à tarde, à moda antiga. Com luz do dia, finalmente.
2 - Não ir a centros comerciais. Por favor!
3 - Passeio na serra da Arrábida. É de aproveitar enquanto não começa a co-incineração.
4 - Noitada no 'Tóquio', no Cais do Sodré, em Lisboa. É pena fechar às quatro...
5 - Petisqueira do Crispim. Boa comida e bom vinho em Fátima. Visita ao santuário exigida apenas aos crentes.
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