Esta triste história vem hoje referida no DIÁRIO DIGITAL:
"EUA: Rapariga de 14 anos dá à luz na casa de banho da escola
Uma rapariga de 14 anos da área de Huston deu à luz um bebé, quarta-feira, numa casa de banho da sua escola secundária, e tentou depois descarregá-lo pela sanita, matando o recém-nascido, disse a polícia."
Pílulas, preservativos, educação sexual, planeamento familiar...
Claro que não!
Sexo só para procriação. De resto, é pecado.
03/04/08
02/04/08
CADA UM TEM O QUE MERECE
Uma cerveja no paraísoCinco dias a caminhar. Entre os 1500 e os 3800 metros de altitude, aos altos e baixos pelos Andes. Às costas, uma pequena mochila com um agasalho, uma garrafa de água, a máquina fotográfica, o bloco de apontamentos e um saco com folhas de coca. A maior das mochilas vai no lombo do burro, guiado na perfeição pelos carregadores. Saem sempre do acampamento depois de nós e chegam ao local combinado muito antes.
Os pés já estão a passar para o azul, depois da vermelhidão e das comichões iniciais. Só doem ao final do dia, quando o corpo tem tempo para descansar. A mente, essa, passou o dia a viajar, a deitar contas à vida, a fazer projectos e a analisar erros do passado. Só a falta de oxigénio impediu que os pensamentos fossem mais profundos. "Estamos quase", diz-me o Coelho. "Só falta o quase". A última noite antes de Aguas Calientes é passada num baldio de uma pequena aldeia cujo nome se apagou. Não sei mesmo se teria nome. Tinha, claro. Tinha nome de um qualquer santo espanhol como tantos outros lugares na América Latina. Um rés-de-chão com as portas fechadas é o bar da aldeia. Freddy, o guia peruano, faz meia dúzia de contactos e em cinco minutos as portas estão abertas, a bola de espelhos já roda e a música sai do computador. Na parede, um poster da Tina Turner e outro de uma praia paradisíaca. Saem cervejas atrás de cervejas, são oito da noite, mas podiam ser seis da manhã. É a descompressão. Amanhã só temos que caminhar quatro horas, coisa leve, comparada com as dez dos dias anteriores.
O despertar é o de sempre, um abanão da tenda e a voz do Cochiuato, o cozinheiro da expedição: "Buenos dias portugueses! Té de Coca." Lá vem o chá que mata o mal de altitude e acorda o corpo para a última caminhada. Tudo é feito com mais calma, estamos quase a chegar. Aguas Calientes é o retrato do turismo, a porta de entrada em Machu Picchu, não vale a pena perder muito tempo por lá. Tirando o posto médico, a injecção cavalar para matar a infecção nos pés e as 12 horas seguidas de sono, pouco mais me lembro.
Às seis da manhã estamos a entrar no santuário de Machu Picchu. Sem palavras, apenas com silêncio. Chegámos. É aqui. Não se escondem emoções. Ajoelho-me e baixo a cabeça. Estou sozinho, somos cerca de 20 pessoas num dos mais fantásticos locais do planeta. Está cada um para seu lado, a exorcizar os seus fantasmas, a recuperar a fé perdida em nós próprios. Portugal está do outro lado do Mundo, à beira de outro Oceano. O sol já queima quando, por volta do meio dia, sacamos do pão e das latas de atum. Estamos com Sven, um holandês comissário de bordo que se prepara para sentir Portugal no Peru. Saca-se o canivete e abrem-se as duas garrafas de meio de litro de Super Bock, trazidas desde Lisboa. As mãos estão lambuzadas de azeite e atum, o pão está rijo e a cerveja está quente, está morta. Mas foi um dos melhores almoços da minha vida.
Os pés já estão a passar para o azul, depois da vermelhidão e das comichões iniciais. Só doem ao final do dia, quando o corpo tem tempo para descansar. A mente, essa, passou o dia a viajar, a deitar contas à vida, a fazer projectos e a analisar erros do passado. Só a falta de oxigénio impediu que os pensamentos fossem mais profundos. "Estamos quase", diz-me o Coelho. "Só falta o quase". A última noite antes de Aguas Calientes é passada num baldio de uma pequena aldeia cujo nome se apagou. Não sei mesmo se teria nome. Tinha, claro. Tinha nome de um qualquer santo espanhol como tantos outros lugares na América Latina. Um rés-de-chão com as portas fechadas é o bar da aldeia. Freddy, o guia peruano, faz meia dúzia de contactos e em cinco minutos as portas estão abertas, a bola de espelhos já roda e a música sai do computador. Na parede, um poster da Tina Turner e outro de uma praia paradisíaca. Saem cervejas atrás de cervejas, são oito da noite, mas podiam ser seis da manhã. É a descompressão. Amanhã só temos que caminhar quatro horas, coisa leve, comparada com as dez dos dias anteriores.
O despertar é o de sempre, um abanão da tenda e a voz do Cochiuato, o cozinheiro da expedição: "Buenos dias portugueses! Té de Coca." Lá vem o chá que mata o mal de altitude e acorda o corpo para a última caminhada. Tudo é feito com mais calma, estamos quase a chegar. Aguas Calientes é o retrato do turismo, a porta de entrada em Machu Picchu, não vale a pena perder muito tempo por lá. Tirando o posto médico, a injecção cavalar para matar a infecção nos pés e as 12 horas seguidas de sono, pouco mais me lembro.
Às seis da manhã estamos a entrar no santuário de Machu Picchu. Sem palavras, apenas com silêncio. Chegámos. É aqui. Não se escondem emoções. Ajoelho-me e baixo a cabeça. Estou sozinho, somos cerca de 20 pessoas num dos mais fantásticos locais do planeta. Está cada um para seu lado, a exorcizar os seus fantasmas, a recuperar a fé perdida em nós próprios. Portugal está do outro lado do Mundo, à beira de outro Oceano. O sol já queima quando, por volta do meio dia, sacamos do pão e das latas de atum. Estamos com Sven, um holandês comissário de bordo que se prepara para sentir Portugal no Peru. Saca-se o canivete e abrem-se as duas garrafas de meio de litro de Super Bock, trazidas desde Lisboa. As mãos estão lambuzadas de azeite e atum, o pão está rijo e a cerveja está quente, está morta. Mas foi um dos melhores almoços da minha vida.
Três meses

Três meses depois de ter começado, o blog cá do sítio vem por este meio agradecer-vos a fidelidade. Estamos com uma média de 550 passageiros por mês e mais de 3000 páginas visitadas. Não é nada, ainda podemos fazer melhor, mas isto ainda agora começou!
Obrigado!
E para os próximos tempos, a previsão é de novidades, a começar por uma crónica semanal sobre tudo e sobre nada - Vai ser às quartas-feiras aqui no 'Jornalismo Positivo' e terá o pomposo título: 'CADA UM TEM O QUE MERECE'.
Vamos também dar mais espaço à fotografia, às viagens e ao turismo sustentado. Dentro e fora de Portugal, porque a viajar é que crescemos. E todas as sugestões serão bem recebidas.
01/04/08
Mentiroso ou sincero?

E isto, será verdade ou mentira?
Sai na edição de hoje do jornal desportivo RECORD:
Rui Alves, presidente do Nacional, em entrevista à Antena 1 Madeira, afirma que é defensor da independência madeirense e fica espantado por Carlos Pereira, presidente do Marítimo, não estar indiciado no caso Apito Dourado.Rui Alves admitiu ainda que não gosta de portugueses, "da língua portuguesa e da cultura portuguesa". Assume defender a independência da Madeira - "no início talvez sofressemos um pouco, mas seria melhor" - e em 2011 irá abandonar o país. "Só fico até lá por causa do centenário do clube."
Está tudo em: http://www.record.pt/noticia.asp?id=781389&idCanal=308
Notícia de última hora!

Hoje é e vai ser um dia para ficar na História. Israel e o estado palestiniano chegaram finalmente a um acordo de paz. Ao mesmo tempo, o conflito do Darfur acaba de ser solucionado e os milhares de refugiados vão poder voltar em paz às suas aldeias. O Iraque caminha para a democracia sem interferência estrangeira e os fundamentalistas radicais de todo o Mundo juntaram-se numa convenção internacional que terminou com um fantástico suicídio colectivo. Osama Bin Laden estava entre eles. Os países em vias de desenvolvimento começaram finalmente a desenvolver-se com a ajuda das nações mais ricas do Mundo que encaminharam os seus excedentes para os povos que mais necessitam. O petróleo deixou de fazer sentido e os automóveis vão passar a ser abastecidos com água, graças a uma brilhante descoberta de um grupo de cientistas do Bangladesh. O aquecimento global está controlado e todos os países seguem o Protocolo de Quioto à risca. Por cá, foi criado um governo que engloba os mais competentes políticos dos mais variados partidos. Os portugueses aplaudiram a ideia e voltaram a acreditar que é possível fazer de Portugal um país decente. Mas ao acordarem, olharam para o telemóvel e viram a data: 1 de Abril. Dia das Mentiras...
31/03/08
Cheira a esturro

O jornal PÚBLICO noticia que os seis franceses e um chadiano da associação Arca de Zoé receberam o perdão presidencial de Idriss Deby Itno, o líder do Chade. Os sete eram acusados de tentar levar para França 103 menores de idade. Após o julgamento, os seis cidadãos franceses tinham sido transferidos para o seu país de forma a cumprir a pena de oito anos de prisão enquanto o cidadão do Chade estava a cumprir quatro anos de pena por ter servido de intermediário. As crianças que iriam ser levadas para a Europa, alegadamente, por causas humanitárias já voltaram para as suas famílias. Depois de toda a polémica e da tomada de posição do Chade nas negociações com a França, não era de esperar tal perdão. Mas aconteceu. A que preço? Nos próximos tempos surgirá a resposta, nem que seja através de acordos de cooperação entre os dois países. E, entretanto, toda a história da Arca de Zoé continua a ser vendida como um mal-entendido. Toda a informação em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1324260
Sangria de foca

Tal como tem acontecido nos últimos anos, o governo canadiano autorizou o abate de focas para controlo do ecossistema. Ou seja, as focas comem os peixes que os humanos devem comer e, ao mesmo tempo, a pele de foca é boa para o negócio. No Golfo de São Lourenço, no Quebec, por exemplo, os caçadores não têm mãos a medir. Foi aprovado o abate de 275 mil focas, 92 mil das quais neste local. As associações de defesa dos animais voltam a insurgir-se, mas todos os anos a história repete-se. Na semana passada, um barco que transportava caçadores afundou-se. Morreram quatro homens e colocou-se imediatamente a hipótese de adiar a época de caça. Mas não, a matança continua. É o holocausto anual canadiano.
A nossa selecção

Com o campeonato a terminar, nada melhor que olhar em frente para o quente Verão que nos espera. E não tem nada a ver com as temperaturas que se vão registar. Se for como em 2007, não vamos ter muitas razões para sorrir. Quanto a futebol, aí sim os termómetros prometem não aguentar a pressão. Na Suíça e na Áustria vai realizar-se o Campeonato da Europa de Futebol e temos que escolher um nome para a nossa selecção. Os jogadores portugueses já foram, por exemplo, os Magriços e os Tugas. E agora? Quem é que eles podem ser? Ficam quatro hipóteses à vossa escolha na sondagem desta semana aqui no blog. Bons votos!
Chapada sem luva
Depois do castigo idealizado pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) e pela escola Carolina Michaelis, no Porto, também nós aqui no blog decidimos o que deveria ter feito a professora Adozinda para fazer com que a aluna Patrícia se deixasse de fitas. E o chapadão foi a opção vencedora com 37% dos votos. Logo a seguir, apenas separada por seis por cento, ficou o arremesso da aluna pela janela, uma hipótese de peso. A famosa cabeçada à Cais do Sodré conseguiu 18% das preferências e o pontapé na boca ficou-se pelos 12%. Qualquer dos casos parecia ser um castigo justo, mas com estas coisas da violência é sempre preciso ter cuidado. Não vá alguém levar esta sondagem a sério e pensar que só a pobre adolescente deveria ser espancada pelo que fez. Não! Também os pais da menina deveriam ser chamados à razão, bem como a senhora professora com falta de autoridade. Mas enfim, daqui a uma semana já ninguém se lembra de nada.
28/03/08
Parabéns aos bate-chapas!
O mais talentoso colectivo de fotógrafos de Portugal está de parabéns. Passam hoje três anos desde a inauguração da [K Galeria], o espaço da Kameraphoto, na Rua da Vinha, no Bairro Alto, em Lisboa. Para assinalar a data, nada melhor que a inauguração - hoje às 18h30 - de uma exposição com selo de qualidade- '3, Colectivo [Kameraphoto]', patente até 19 de Abril. Cada fotógrafo do colectivo interpretou uma imagem de um autor da sua escolha. E a qualidade está à vista: Alexandre Almeida, António Júlio Duarte, Augusto Brázio, Céu Guarda, Guillaume Pazat, João Pina, Jordi Burch, Martim Ramos, Nelson d'Aires, Pauliana Valente Pimentel, Pedro Letria, Rui Xavier, Sandra Rocha e Valter Vinagre são os senhores e as senhoras de parabéns. Mas também todos aqueles que participaram e assistiram ao nascimento da Kameraphoto. Todos juntos, contribuiram para que a fotografia em Portugal desse um grande passo em frente. Como 'canetas', estou muito orgulhoso de vocês. Parabéns, pessoal!
E depois, a partir das 23h59, há festa de aniversário no Europa, ao Cais do Sodré. Para uma grande noite de sexta-feira.
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