Choque de civilizacoes. Assim mesmo, sem acentos nem cedilhas, sao as maravilhas dos teclados no estrangeiro. Quando voltar a Portugal, vou tratar de corrigir estas falhas.
Para ja fica a indicacao de um pais surpreendente que sobrevive no meio de um ninho de vespas mas que se mantem imune aos problemas. Enfim, a quase todos.
Amanha ha mais!
20/05/08
19/05/08
Feedback
Foi um fim-de-semana produtivo.
E o jornalismo positivo continua a marcar o seu espaço.
Sábado foi na NS - NOTÍCIAS SÁBADO com direito a capa e reportagem alargada sobre as jovens promessas de Sporting e FC Porto em vésperas da final da Taça. Texto meu e fotografias do João Girão.
Domingo foi a vez da NM - NOTÍCIAS MAGAZINE publicar uma reportagem realizada no maior mercado de peixe do mundo, em Tóquio. Texto meu e fotografias do Paulo Barata.
Fico à espera dos vossos comentários. Bons e maus. Não falhem!
E o jornalismo positivo continua a marcar o seu espaço.
Sábado foi na NS - NOTÍCIAS SÁBADO com direito a capa e reportagem alargada sobre as jovens promessas de Sporting e FC Porto em vésperas da final da Taça. Texto meu e fotografias do João Girão.
Domingo foi a vez da NM - NOTÍCIAS MAGAZINE publicar uma reportagem realizada no maior mercado de peixe do mundo, em Tóquio. Texto meu e fotografias do Paulo Barata.
Fico à espera dos vossos comentários. Bons e maus. Não falhem!
Nova sondagem !

As saudades do Verão adensam-se. Principalmente depois de, no fim de Abril, termos tido uma pequena amostra de como o bom tempo pode fazer tão bem. Mas já falta pouco para os grandes dias de sol e as noites quentes de diversão sem recurso a agasalhos ou guarda-chuvas. Mais do que tudo, este vai ser um Verão de praia, futebol e alegria. Principalmente se tudo correr como em 2004 e 2006. Futebolices à parte, os meses quentes são também os meses da petiscada. E é isso que vos proponho para a sondagem desta semana. Do que têm mais saudades quando se fala de Verão. Escolham as opções à vossa esquerda - exacto, aí mesmo - e decidam. Escolham entre ameijoas, caracóis, noitadas, caipirinhas, dias na praia, mariscada, pão torrado e cerveja. E votem à vontade. Vamos fazer uma corrente de energia positiva para ver se as temperaturas sobem. Para mim vão subir de certeza. Até ao próximo dia 27 estarei na Jordânia. E irei dar-vos notícias quentinhas.
18/05/08
A vitória da mentira
Não foi milagre, mas a sondagem da semana passada chegou ao fim. O objectivo era saber o que vocês pensavam sobre Fátima e os três pastorinhos. Se acreditavam ou não no que aconteceu na Cova da Iria. E metade de quem votou, exactamente 50%, optou pela resposta "Não, é uma mentira pegada". Na luta pelo segundo lugar ficaram duas hipóteses dedicadas ao Sim - "É tudo verdade" e "Sim, mas houve um aproveitamento da Igreja". Ambas ficaram com 20% dos votos. E em último lugar quedou-se a explicação científica - "Não, foi um fenómeno natural". Dez por cento dos passageiros deste blog que votaram escolheram-na. Verdade ou mentira, Fátima é uma questão incontornável em Portugal, como se viu no passado dia 13 de Maio e se observa regularmente, ano após ano, há 91 anos. Milagre, aparição, aproveitamento, mentira, esbanjamento ou hipocrisia, seja o que for, a grande vantagem de um país democrático e laico é que podemos falar sobre o assunto e dar a nossa opinião. Sem segredos. Doa a quem doer.
16/05/08
O sonho comanda a vida

O Tribunal Arbitral de Desporto (TAD) aceitou o recurso do sul-africano Oscar Pistorius. O atleta, que não tem pernas, quer disputar os Jogos Olímpicos de Pequim, mas a Federação Internacional de Atletismo não lhe tinha dado autoprização, defendendo que, pelo facto de utilizar próteses, Pistorius estaria em vantagem sobre os outros atletas. Ele recorreu da decisão e ganhou. Desde que alcance os mínimos olímpicos nos 400 metros, vai poder competir na China no próximo mês de Agosto. E tem ainda a hipótese de correr a estafeta 4x400 metros pelo seu país. Em última análise, os Jogos de Londres, em 2012 poderão ser outro objectivo. Ouvida a decisão, o atleta amputado disse: "Agora vou poder correr atrás do meu sonho. Este é um dia muito importante para mim, assim como para todos os atletas paralímpicos".
Pistorius utiliza duas próteses de carbono depois de ter nascido sem as duas fíbulas (os perónios) acabando por ser amputado com apenas 11 meses de vida. Agora, o TAD afirma que o uso das próteses não lhe dá vantagem sobre os outros atletas.
Nadabrovitchka !!!!!

Aí está mais um grande fim-de-semana! Não façam planos para ir à praia, o tempo não vai ajudar. Mas há muito por onde escolher: música, artes de rua, livros e arquitectura. É à vontade do freguês. Divirtam-se!
1 - A 8.ª edição do Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua decorre em Santa Maria da Feira até ao próximo domingo. Para todos os gostos e se as condições meteorológicas o permitirem.
2 - As semanas académicas estão aí. Com excepção das tunas, a programação musical vale a pena. Em Lisboa, no Parque do Tejo, há muito por onde escolher. Preços entre 8 e 30 euros para ver e ouvir All Star Band (Tim, Santos e Pecadores, Sara Tavares, Cool Hipnoise, Sam The Kid, Prince Wadada e Expensive Soul), Quim Barreiros, Soulbizness (hoje); Blasted Mechanism, Buraka Som Sistema, Primitive Reason, Kalashnikov, Pow Pow Movement (amanhã).
3 - John Cale, um dos magos do rock alternativo, está de regresso a Portugal acompanhado pela Acoustimatic Band. Hoje em Famalicão e amanhã em Portalegre. Só para fãs.
4 - O espaço Vemos, Ouvimos & Lemos, do cartoonista Luís Afonso, em Serpa, - agora com gerência de Paulo Barriga e de Filipa Figueiredo - está de volta à actividade cultural. A "reinauguração" é amanhã com o lançamento de um novo projecto musical de Paulo Ribeiro, com a abertura de duas exposições simultâneas de André Letria, com o lançamento do mais recente livro infantil de Carla Maia de Almeida, "Não Quero Usar Óculos" e com a presença do Chefe Nobre, do Hotel da Cartuxa, que irá preparar as tapas que farão a temporada de Verão das duas esplanadas do Espaço VOL. Que estão à espera?
5 - Le Corbusier - Arte da Arquitectura vai estar em exibição até 17 de Agosto no Museu Colecção Berardo, no CCB, em Lisboa. "Contextos", "Privacidade e Publicidade" e "Arte Construída" são as áreas da exposição que inclui obras pertencentes à Fundação Le Corbusier, 20 pinturas, oito esculturas, várias peças de mobiliário, cerca de 80 desenhos, 50 primeiras edições da biblioteca do arquitecto e mais de 70 objectos da sua colecção particular.
15/05/08
Obviamente, demito-me!

Na mesma edição da revista VISÃO, a de hoje, onde se fala do preço do pão, há mais um brilhante artigo de Ricardo Araújo Pereira. Desta vez, o 'Boca do Inferno' é sobre os jornalistas portugueses que têm escrito sobre ele as maiores mentiras e alarvidades, desde os vícios de luxo às férias paradisíacas. São as inverdades que RAP afirma terem sido escritas sobre ele. E tem toda a razão. Há por aí um tipo de jornalismo que preza a inveja e a mesquinhez, que se importa com o que este ou aquela fazem, o que compram, com quem namoram, de quem se divorciam, com quem discutem, de quem têm filhos, quem atraiçoam e coisas do género.
RAP afirma que já não lê nada do que é escrito sobre ele. Mas há muito quem o faça. O que não faltam são leitores para este tipo de lixo jornalístico. Daí existirem tantas publicações que prezam esses assuntos. O povo gosta, diz quem manda nessas publicações. E nós temos que dar ao povo aquilo que o povo gosta. Mas será que o povo gosta? Ou será que não tem outras alternativas de peso?
De cada vez que os nossos canais televisivos passam um boa reportagem bem feita, sobre um tema actual, imediatamente a seguir ao Telejornal, Jornal da Noite ou Jornal Nacional, as audiências não mentem: o povo assiste, o povo interessa-se. O povo não é burro. Mas é muito mais fácil a quem dirige jornais e revistas da especialidade fazer artigos sobre casas e hábitos de famosos. E é mais fácil ainda encontrar quem as queira fazer.
Há cerca de um ano, fui destacado para fazer um trabalho sobre casas de famosos no Algarve. Onde se localizavam, como eram, quais as características, os preços dos terrenos, os vizinhos, os hábitos. Fi-lo. Depois de publicado, olhei para as páginas impressas e constatei que tinha chegado ao ponto mais baixo da minha carreira. Decidi naquele momento. Preparei o meu futuro profissional e despedi-me.
Viúva Negra

O jornalista da revista SÁBADO, Nuno Tiago Pinto, acaba de lançar o seu primeiro livro. "Maria das Dores – A viúva negra ", da Sextante Editora, já começou a ser distribuído pelas livrarias de Portugal e conta a história, a vida e o crime cometido pela socialite Maria das Dores. Uma reportagem é o que se pode dizer do trabalho efectuado por Nuno Pinto. resultou de vários meses de investigação, de entrevistas e recolha de dados sobre o crime que escandalizou a sociedade portuguesa. Tudo começou numa reportagem para a revista Sábado, mas não poderia ter ficado por aí. Assim sendo, o jornalista - que já passou pela SIC e pelo INDEPENDENTE - conta tudo: a chegada de Maria das Dores a Lisboa, o seu primeiro casamento, a forma como conheceu Paulo Pereira da Cruz (o marido assassinado) e a sua vida na prisão. O livro está à venda por 11,10 euros e durante 117 páginas estamos perante um género nobre do jornalismo cujos bons exemplos são cada vez menos frequentes. Esta é uma Grande Reportagem e merece a vossa atenção. Parabéns Nuno!
Pão de Deus

O jornalista e editor da VISÃO, Filipe Luís, deixa hoje na sua revista mais um artigo de opinião incisivo e crítico. Uma das frases é uma pergunta que ilustra bem a hipocrisia da recente crise dos cereais e consequente aumento do preço do pão. Aqui está ela: "Foi preciso o pão começar a tornar-se um produto de luxo, não só no Darfur, mas às portas de Roma, para que a Igreja acordasse?"
14/05/08
CADA UM TEM O QUE MERECE

Um grito
Outubro de 2002. Quase 60 anos depois, o local está invadido por um silêncio que envergonha. Como foi possível? Percorrem-se os caminhos de gravilha que cortam a direito entre zonas tristes de relva. Cada bloco de edifícios, cada gradeamento, cada degrau das escadas grita de revolta. De dor, de angústia, de morte.
Outubro de 2002. Quase 60 anos depois, o local está invadido por um silêncio que envergonha. Como foi possível? Percorrem-se os caminhos de gravilha que cortam a direito entre zonas tristes de relva. Cada bloco de edifícios, cada gradeamento, cada degrau das escadas grita de revolta. De dor, de angústia, de morte.
Pequenos grupos de pessoas caminham lentamente e sem ruído. A cada passada, o arrastar das pedras, num cuidadoso ritual de não querer acordar os mortos. Dois velhos ficam imóveis em frente ao muro cinzento marcado pelos orifícios das balas. Falam entre eles, sempre baixinho. Os filhos e netos aproximam-se, colocam-lhes os braços por cima, abraçam-nos. Abraçam-se.
É a primeira vez que cá voltam desde o dia em que foram libertados. Escaparam com vida a um local onde milhões não tiveram essa sorte. Mostram os números tatuados no braço, só falam polaco, mas isso pouco interessa. O que têm para transmitir não precisa de tradução.
Sobreviveram a Auschwitz e voltaram para mostrar à família o local onde passaram os piores dias das suas vidas.
Sobreviveram a Auschwitz e voltaram para mostrar à família o local onde passaram os piores dias das suas vidas.
Os velhos percorrem todos os corredores, querem ver tudo o que o agora museu tem para mostrar. As salas onde se amontoam toneladas de cabelo, de dentes, de próteses daqueles para quem a vida não foi justa e que pagaram pela intolerância e violência maquiavélica de um regime.
Choram, nunca deixam de chorar durante as horas que ali passam.
E eu sinto vergonha. A vergonha alheia. Peço-lhes desculpa sem ter tido qualquer tipo de responsabilidade. Peço-lhes desculpa em nome do que poderia ter sido feito para evitar a tragédia. E agradeço-lhes a lição de vida que me acabam de dar. Há momentos que não se esquecem
E eu sinto vergonha. A vergonha alheia. Peço-lhes desculpa sem ter tido qualquer tipo de responsabilidade. Peço-lhes desculpa em nome do que poderia ter sido feito para evitar a tragédia. E agradeço-lhes a lição de vida que me acabam de dar. Há momentos que não se esquecem
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