Porquê? Why?

Há histórias que têm que ser contadas.
Há exemplos que têm que ser seguidos.
Há personagens que têm que ser desvendadas.
E nós merecemos um jornalismo diferente que nos mostre que ainda vale a pena.



03/11/08

Boa sorte!


E assim, de um momento para o outro, sente-se que o Mundo está a mudar. Não foram necessárias mais de duas semanas de ausência física e alguns meses de separação bloguista para entender que tudo muda. Regressado de uma viagem espiritual, deparo-me com um planeta diferente. Já não oiço falar do carjacking, dos assaltos a caixas multibanco, da onda de crimes. Agora só se ouve falar de números. De bolsa, de acções que sobem e descem, de bancos à beira da falência, da crise do subprime, de nacionalizações. Até parecia que o PREC estava de volta, com o companheiro Vasco a nacionalizar pelo bem da nação e da sociedade sem classes. Mas não! O Mundo está a mudar porque as soluções apresentadas como duradouras e eficazes não estão a resultar. Todos os sistemas têm um fim, todos os impérios acabam e todos os indivíduos mudam. Estes são tempos de mudança, instantes decisivos, propícios para a passagem de larva a borboleta, ideais para que os olhos se abram e se entenda que está tudo nas nossas mãos.
O blog está de volta!

08/10/08

ESTOU VIVO!!!!

A nossa casita já foi alugada, já mudámos de poiso e o blog está quase a voltar a respirar.
Esta é uma pequena massagem cardíaca só para saberem que ainda há esperança.
O 'Jornalismo Positivo' vai voltar.
A sério que vai!!!

Deixem a poeira dos caixotes assentar.

Obrigado pela paciência!

18/08/08

http://nossacasita.blogspot.com


Pelo bem do 'Jornalismo Positivo' - preciso urgentemente de um escritório em casa onde possa trabalhar em condições - estou a alugar a casa. Querem saber mais? É muito simples, basta ir a http://nossacasita.blogspot.com/ e descobrir o negócio do século.


A nossa casita está no mercado de transferências! Passem palavra.


Obrigado!

17/08/08

Pela casa dentro


Quem é o senhor ou a senhora que melhor nos entra pela casa quando é hora de ouvir e ver as notícias. Há para todos os gostos. Uns mais experientes que outros, outros mais mediáticos que uns, mas todos com o mesmo objectivo: informar-nos. Ou quase todos...

Votem na sondagem desta semana e ganhem uma magnífica viagem a Barbados!! Mentira, era só para chamar a atenção. Votem, é de borla. Quem é o ou a melhor 'pivot' de informação em Portugal?

Grande Prémio!!!!


O passageiro 5000 está quase a chegar ao blog. E um grande prémio continua em jogo, à semelhança do que se passou com o 4000. Como ninguém reclamou o fantástico prémio, acumulou para esta ocasião. Por isso mesmo, o 'Jornalismo Positivo' continua a oferecer um cartão '7 Colinas' ao passageiro 5000 desta viagem. Com uma viagem de ida e volta incluída no Metro de Lisboa. Que mais pode uma pessoa pedir na vida? Basta chegar cá com o número 5000 no número de visitante e deixar um comentário devidamente identificado a este post. Cá vos espero.

Bamos, Banessa!

Até ao momento em que vos escrevo estas míseras linhas, a Missão Portuguesa aos Jogos Olímpicos de Pequim - Beijing, se quiserem bajular as autoridades chinesas - não conquistou qualquer medalha. Mas a sondagem da semana já chegou ao fim e as vossas expectativas mostram bem como temos pouca confiança - provavelmente fundamentada - nos nossos feitos desportivos. Quase metade de vocês (46%) pensa que Portugal só irá conquistar 'Uma, da Naide Gomes, claro'. Depois vêm os grandes pessimistas e os optimistas exagerados. Com 23% dos votos ficaram as duas opções seguintes: 'Nicles, népia, tá muita poluição' e 'Meia dúzia, pelo menos'. Aqueles que vivem noutro planeta (foi a minha escolha na sondagem...) ou que acordaram agora de um coma de 30 anos e pensam que já estamos a um nível médio desportivo, têm direito a 7% dos votos graças à opção 'Mais de 10, está tudo louco'. Na próxima madrugada, dentro de quatro horas, Vanessa Fernandes irá nadar, 'bicicletar' e correr por uma medalha no Triatlo. Eu, tal como o pai da atleta portuguesa - o grande Velho Lau - temos esperança no ouro. Ou na prata. Ou no bronze. Ou que ela fique nos oito primeiros. Ou que saia de cabeça erguida.

12/08/08

George W.C. Bush


"A Rússia invadiu um Estado autónomo e vizinho que é liderado por um Governo democrático eleito pelo seu povo. Uma acções destas é inaceitável em pleno século XXI”. Foram estas as palavras utilizadas por George W. Bush para reagir ao conflito entre a Geórgia e a Rússia. Para o presidente norte-americano, esta é uma situação "inaceitável" e que poderá "degradar as relações" entre EUA e Rússia.


O que se passa na Geórgia é, de facto, inaceitável. Os dirigentes e altas patentes militares russas andavam 'mortinhos' por dar uso ao arsenal. Foi a Geórgia, mas poderia ter sido um qualquer dos outros vizinhos com menos poder militar e mediático. A demonstração de força é típica das grandes potências, mas ser George W. Bush ou qualquer outro presidente norte-americano a dar lições de moral é ainda mais estranho.


Nos últimos 50 anos - e cingi-me apenas ao que se passou de 1958 até hoje - eis alguns exemplos de intervenções das forças militares norte-americanas em todo o Mundo.


Panamá 1958
Tropas invadem o país após protestos contra os EUA

Vietname 1960-1975
O que se sabe...

Cuba 1961
Tentativa falhada de invasão

Laos 1962
Operação militar em tempo de guerrilha

Cuba l962
A crise dos mísseis, à beira da III Guerra Mundial

Iraque 1963
CIA organiza golpe de estado, mata o presidente do país e coloca Saddam Hussein no poder

Panamá l964
Tropas americanas disparam contra panamianos que exigiam regresso do Canal à jurisdição panamiana

República Dominicana 1965-66
Entrada de tropas e bombardeamentos durante a campanha eleitoral

Guatemala 1966-67
Forças especiais lutam contra guerrilheiros

Cambodja 1969-75
Tropas, bombardeamentos e intervenção naval que originam 2 milhões de mortos

Chile 1973
Forças norte-americanas e CIA participam em golpe de estado contra Salvador Allende, presidente democraticamente eleito que acaba assassinado e substituído por Augusto Pinochet

Angola 1976-92
Forças especiais apoiam rebeldes e mercenários sul-africanos

Irão 1980
Operação especial para libertar reféns em Teerão.

Líbia 1981
Dois aviões de combate líbios abatidos

El Salvador 1981-92
Forças especiais apoiam governo contra rebeldes

Nicarágua l981-90
Tropas americanas invadem e impedem revolução dos 'Contras',

Líbano 1982-84
Tropas expulsam OLP do território e apoiam os Falangistas. Bombardeamentos

Granada 1983-84
Invasão e bombardeamento após revolução no país

Honduras 1983-89
Criação de bases militares junto às fronteiras do país

Irão 1987-88
EUA intervêm em favor do Iraque na guerra contra o Irão

Filipinas 1989
Auxílio aéreo ao Governo contra golpe de estado

Panamá 1989
Governo nacional contestado por 27 mil soldados americanos, líderes detidos e mais de 2000 presos

Arábia Saudita 1990-91
Forças Armadas norte-americanas contestam Iraque pela invasão do Kuwait. Primeira Guerra do Golfo

Somália 1992-94
Tropas e bombardeamentos em guerra civil.

Jugoslávia 1992-94
Bloqueio naval da Sérvia e Montenegro

Haiti 1994
Tropas atacam governo militar e voltam a colocar o presidente Aristide no poder, três anos depois de um golpe de estado.

Sudão 1998
Ataque com mísseis a fábrica de produtos farmacêuticos, alegadamente uma fábrica terrorista de produção de gás de nervos

Afeganistão 2001
Ataque em massa para derrubar regime Taliban, caçar elementos da Al Qaeda e colocar Hamid Karzai no poder

Iraque 2003
A Segunda Guerra do Iraque, derrube de Saddam

Paquistão 2005
Ataques aéreos contra redutos da Al Qaeda matam civis

Somália 2007
Ataque com mísseis contra rebeldes islâmicos

Enfim...

08/08/08

VENDE-SE


Lê-se hoje no DIÁRIO DIGITAL:


"O Estádio Bessa, no Porto, sede do Boavista Futebol Clube, foi penhorado pela Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (DGCI) e está desde as 00:00 à venda pelo valor mínimo de 28,317 milhões de euros, informa a DGCI no seu site. Os eventuais compradores terão de entregar proposta até às 11:30 do dia 20 de Novembro de 2008. A abertura das propostas será realizada a partir daquela data, no Porto."


O futebol português é uma coisa extraordinária.

O gigante acordou


Estão neste momento a começar os Jogos Olímpicos de Pequim.

A cerimónia de abertura é uma coisa nunca vista. Se dúvidas houvesse, esta é apenas a amostra daquilo que há muito se previa. A China será a grande potência do século XXI. Será? Já o é.

Em termos populacionais, em termos financeiros, em termos culturais, nenhum país parece poder ter capacidades para disputar a liderança mundial com os chineses. Estados Unidos da América e União Europeia juntas talvez tivessem hipóteses. A agir em separado, não.


E a liderança e hegemonia planetária da China não é coisa boa. Nem a dos EUA ou da União Europeia. As hegemonias, tal como as ditaduras ou os consensos, são perigosas. E ofuscam muitas vezes a verdade. Nos Jogos de Pequim, os mais contestados de sempre devido à violação constante dos direitos humanos na China, vamos assistir ao desfilar dos melhores elementos da espécie humana. Eles e elas são o que de melhor existe, em termos físicos, no Mundo. E vão poder deixar a sua marca fora das pistas, piscinas, relvados, ringues ou pavilhões.


Tal como em 1968, nos Jogos Olímpicos do México, poderá fazer-se história no que respeita a liberdades e garantias do ser humano. Há 40 anos, Tommie Smith e John Carlos, dois velocistas dos EUA - ganharam o ouro e o bronze, respectivamente, na prova de 200 metros. Quando subiram ao pódio, ergueram o punho fechado. Simbolizaram o 'Black Power', a luta pela conquista dos direitos cívicos dos pretos, negros, afro-americanos - como preferirem - nos EUA. Politizaram os Jogos e escandalizaram o Mundo com a sua atitude, alertando a comunidade internacional para o racismo no gigante americano.


Quatro décadas depois, quem terá coragem para levantar a voz contra a ocupação do Tibete? Quem irá denunciar os crimes contra os Direitos Humanos praticados pela China? Quem erguerá o punho contra a perseguição à Oposição e aos dissidentes? Quem irá lembrar Tiananmen?


Na luta de há 40 anos, havia quem tivesse um sonho. Hoje os sonhos são outros, uns mais realizáveis que outros. Eu sonho com um (ou uma) campeão olímpico português. Mas não um ou uma qualquer. Sonho com um campeão olímpico português com consciência política, cívica e humana. Um campeão olímpico que vença a sua competição, suba ao pódio, receba a medalha, escute o hino, chore e nos faça chorar e, no final, mostre uma bandeira do Tibete para mostrar que ainda há gente que não se cala.