Porquê? Why?

Há histórias que têm que ser contadas.
Há exemplos que têm que ser seguidos.
Há personagens que têm que ser desvendadas.
E nós merecemos um jornalismo diferente que nos mostre que ainda vale a pena.



11/12/08

Vamos a la playa!


Meus caros e minhas caras, até ao próximo dia 21 não vos poderei incomodar com as minhas percepções sobre o mundo e sobre a comunicação social. O trabalho chama por mim.
Para qualquer assunto urgente, procurem-me pelos mares quentes das Caraíbas.
Bom período de pré-Natal para todos vós. Não se esqueçam da crise, poupem nas oferendas e aproveitem a oportunidade de vacas magras para se lembrarem do amor e da amizade ao próximo.
Até já!

03/12/08

Porta pequena


Vicente Moura é o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP). Foi Chefe de Missão em 1984 quando Portugal conquistou a primeira medalha olímpica de ouro através de Carlos Lopes na maratona. Entre 1990 e 1992 foi presidente do COP, saíu e voltou em 1997. Até hoje. O comandante do desporto português nasceu em 1937, tem 71 anos. A idade de reforma em Portugal é aos 65, mas isso não vem ainda ao caso. Se ele fosse competente, poderia continuar no cargo até aos 100 anos.


Mas Vicente Moura não mostrou competência nos Jogos de Pequim. Antes de a Missão portuguesa partir para a China, o líder do COP falou na conquista de cinco medalhas e 60 pontos. Disse que 11 dos atletas até poderiam chegar a uma medalha. Dois atletas voltaram medalhados: Nélson Évora (ouro no triplo salto) e Vanessa Fernandes (prata no triatlo). Vicente Moura prometeu em Agosto que se iria demitir em virtude dos maus resultados. Depois, com a vitória de Nélson Évora, voltou atrás. Manuel Boa de Jesus, chefe de missão em Agosto último, elaborou um relatório da competição que não corresponde à verdade defendida pelos atletas.


E a Comissão de Atletas Olímpicos tomou hoje posição sobre uma provável recandidatura de Vicente Moura ao cargo. Estão contra.


Eis algumas razões, divulgadas hoje, em conferência de imprensa, por Nuno Fernandes, representante dos atletas:


- “O presidente do COP não se tem portado à altura dos atletas. Fomos abandonados quando mais precisávamos de apoio. Gostaríamos que o movimento associativo ouvisse os atletas e encontrasse alternativas. Gostávamos de uma mudança"


- Sobre o caso Marco Fortes (o atleta que referiu que de manhã se estava bem era na caminha e foi convidado a voltar a casa mais cedo): "Teve uma frase infeliz, que foi retirada do contexto e vai ter que aprender com esse erro, mas não se dopou, não agrediu ninguém e não desrespeitou o espírito olímpico e, por isso, nunca, nunca, nunca deveria ter sido expulso"


- “Por que razão um líder que sucessivamente prometeu cinco medalhas e 60 pontos, e falhou redondamente, quer continuar à frente do comité?”


- “Basta dos jogos de compromisso, do contorcionismo federativo e manobras de bastidores. Aceite a derrota e saia se ainda tem honra”


- “É tempo de dar um murro na mesa e pedir às federações que ouçam os atletas. Exigem-nos a excelência, temos que exigir o mesmo aos dirigentes”


Sem o apoio dos atletas olímpicos, restará outra solução a Vicente de Moura senão a de ir para casa escrever as suas memórias?

Sem anos de solidão


O jornal MEIOS & PUBLICIDADE informa hoje na sua edição online que irá realizar-se, esta tarde, um debate sobre os 100 anos do ensino do Jornalismo. O evento vai decorrer no auditório da Fundação Luso-Americana (FLAD), em Lisboa, pelas 18h30. Cristina Ponte, professora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Fernando Cascais, director do Cenjor, Adelino Gomes, jornalista e provedor da RDP e Ana Luísa Rodrigues, jornalista da RTP serão os convidados para a discussão sobre o tema da actividade jornalística em Portugal neste século de ensino do jornalismo.


Espero que não se assista a mais um daqueles debates de masturbação deontológica onde se luta contra a subjectividade e se exalta a objectividade para o bem da classe. O jornalismo de hoje não é o mesmo de há 100 anos, nem de há 50 ou de há 10. Está em constante mutação. Principalmente para pior. Neste século do imediato, onde os crimes de sangue e os fait divers são elevados à escala de notícia, vai sobrando pouco espaço para contar histórias, para mostrar realidades, para denunciar situações. E aquilo que é ensinado nas universidades é apenas palha para quem depois terá que se deparar com os acontecimentos do dia a dia numa redacção: auto-censura, filhadaputice entre colegas, lambe-botismo, pressões de lobbies económicos, premiar da mediocridade, baixos salários para quem chega à profissão, apatia do Sindicato dos Jornalistas, o papel quase inútil do Cartão de Jornalista da Comissão da Carteira Profissional, o desprezo pelo trabalho dos estagiários, ... Enfim, pode ser que também isso faça parte do debate de logo à tarde.




02/12/08

Não é uma foto do livro


Para variar um pouco o assunto, não posso deixar de mencionar a nomeação de Hillary Clinton para a equipa de Barack Obama. O presidente indigitado quer a mulher de um antigo líder dos EUA à frente da diplomacia americana. Faz bem. A sua antiga rival nas Primárias do Partido Democrata tem experiência no assunto. E não há melhor forma de mostrar união dentro do partido. Aos poucos, Obama vai fazendo das suas.

Apresentação em Serpa


O Espaço VOL, em Serpa, recebe na próxima sexta-feira, 5 de Dezembro, a apresentação do livro que vocês já conhecem. Estão todos convidados para dar um pulinho ao Alentejo. Porque a cultura e a informação devem chegar a todos. Obrigado.

Obrigado a todos

Como sabem, na passada sexta-feira decorreu a apresentação do livro 'António Raposo - O Professor Sem Diploma'. Obrigado a todos os que estiveram presentes e a todos aqueles que não o puderam fazer mas não deixaram de dar uma palavra de alento através de telefonemas, emails, sms ou comentários aqui no blog.

Não se esqueçam que o Natal está à porta e oferecer livro fica sempre bem.

28/11/08

Hoje não há desculpas




É o último fim-de-semana antes de começar a euforia e o histerismo do Natal. Vai estar frio, provavelmente até irá chover, mas isso não chega para nos derrubar. Sexta, sábado e domingo prometem ser noites de arromba. Segunda é um dos mais gloriosos feriados da História. Dia 1, restauramos a independência. E isso é sempre uma boa razão para comemorar.

1 - Sexta, 28 de Novembro de 2008. É hoje. Às 18h30, na Livraria Bertrand do Centro Comercial Vasco da Gama, a editora HF Books lança o livro 'António Raposo - O Professor Sem Diploma', uma biografia escrita por Ricardo Santos. Estão todos convidados!

2 - Os norte-americanos Mercury Rev estão em Portugal. O concerto é já amanhã na Aula Magna, em Lisboa. A desculpa é a apresentação de mais um álbum da banda - "Snowflake Midnight". Sábado às 22h a partir de 25 euros.


3 - Saem duas novas séries de fotografias de Jorge Molder. Tangram e Ocultações são os nomes escolhidos para as suas imagens a preto e branco. Até 31 de Janeiro na Galeria Pedro Oliveira, no Porto.

4 - Richard Dorfmeister, a metade da dupla Kruder & Dorfmeister, vai estar amanhã em Portugal. O concerto, que será também um espectáculo visual, vai decorrer amanhã no Salão Preto e Prata do Casino Estoril à meia noite e meia. Por cinco euros com direito a duas bebidas.

5 - A correria desenfreada faz-nos esquecer muitas vezes do encanto das pequenas coisas. De apanhar sol no Inverno, de relaxar no sofá, de ler um livro num jardim, de almoçar às quatro da tarde ou de fazer uma jantarada para um grupo animado de amigos. Este fim-de-semana prolongado é a altura ideal para recuperar bons hábitos.

26/11/08

LANÇAMENTO SEXTA, 28 DE NOVEMBRO


Como muitos de vocês já sabem, preparo-me para lançar a biografia 'António Raposo, O Professor Sem Diploma' pela editora HF Books. Conto com a vossa presença na sexta-feira, 28 de Novembro, pelas 18h30 na Livraria Bertrand no Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa. Ficam os agradecimentos para quem acreditou neste projecto para o qual fui convidado: Luís Filipe, António Carraça, Sandra Barata e obviamente, António Raposo.

Quero também lembrar-vos que a Humanity's Friends Books tem uma perspectiva diferente de ver o mercado dos livros. O lucro é o objectivo de qualquer negócio, mas há uma componente que partilho com esta editora - "o que também distingue esta empresa das outras, é a sua componente humanitária. Parte do lucro de cada livro editado, reverterá para uma Associação de Solidariedade Social. Assim, através da compra de um livro da HF BOOKS, contribui-se para uma causa maior, para uma sociedade mais justa e mais igualitária, dentro de um novo conceito social…"

Não custa nada ajudar.

António Raposo - O Professor Sem Diploma

A sua vida deu uma reviravolta. Casado há mais de 30 anos, professor há quase tanto tempo assim, António Raposo viu-se confrontado com a divulgação do seu maior segredo.

Resistiu enquanto pôde, cedeu às chantagens a que poderia ceder, mas um dia cansou-se. Deu um murro na mesa e disse basta: "Queres contar, conta. Queres dizer, diz." E assim foi.

Depois de uma carreira de sucesso construída no ensino da Matemática, na presidência do Conselho Directivo de uma escola secundária, à frente de um clube desportivo, a liderar a Junta de Freguesia da terra onde nasceu, tornou-se público o segredo que andava a guardar e a tentar esquecer há mais de três décadas - o seu certificado de habilitações era falso.

António Raposo foi afastado do ensino, condenado por usurpação de funções, exposto na praça pública e perdeu a oportunidade de fazer aquilo que melhor sabe: ensinar. Nas ruas de Portalegre os alunos e os ex-colegas continuam a tratá-lo por professor. Homem polémico quanto baste, a unanimidade em redor do seu valor enquanto docente parece não ser questionada, mas hoje António é um homem diferente.

"Estou mais leve. Tiraram-me um peso de cima", diz à mesa de uma esplanada na sua terra. Não quer voltar a ensinar mas vai regressar à escola. Vai tirar o curso superior que interrompeu em 1976, não como vingança contra alguém em particular. Mas garante que, lá bem no fundo, isso vai dar-lhe um gozo especial.

Esta é a biografia em jeito de romance, de história de aventuras, de análise do estado do ensino em Portugal por parte de quem fez parte do sistema durante 30 anos, sentiu as suas falhas e procurou encontrar soluções. Herói ou vilão, quem é António Raposo?

21/11/08

http://reporter.clix.pt

João Lopes Marques, Carlos Isaac, Filipe Araújo, Brites de Almeida e Sérgio Diamantino são, para já, os rostos de um grande regresso neste final de 2008. O REPÓRTER CLIX está de volta, está novamente online, ou como se diria há alguns anos, está "Alive and kicking".

O primeiro mandamento dos estatutos não engana: "1 - O canal pretende reflectir de forma irónica e humorística a nossa contemporaneidade portuguesa e global". Se ainda não entenderam a inovação e o bom gosto, basta espreitarem aqui. O espaço é de discussão e está à espera das nossas contribuições, desde que tenham qualidade.

Parabéns e é bom estarem de volta. Há coisas que fazem falta no país do jornalismo cinzento.