Porquê? Why?

Há histórias que têm que ser contadas.
Há exemplos que têm que ser seguidos.
Há personagens que têm que ser desvendadas.
E nós merecemos um jornalismo diferente que nos mostre que ainda vale a pena.



06/10/09

Não serei eu nem tu, seremos nós

O Mundo era diferente em 92.

Boutros-Ghali era o Secretário-Geral da ONU, o pai Bush era presidente dos EUA, a Jugoslávia começava a chegar ao fim e abriam-se as portas do conflito nos Balcãs, acabava a guerra em El Salvador, assinava-se o Tratado de Maastricht, 'Silêncio dos Inocentes' brilhava nos Óscares, era inaugurada a Euro Disney em Paris, a Dinamarca tornou-se campeã europeia de futebol, os Jogos Olímpicos foram em Barcelona, deu-se o massacre na prisão brasileira de Carandiru, João Paulo II pediu desculpa a Galileo pelo mal que a Inquisição lhe fez, Carlos e Diana separaram-se oficialmente, Collor de Mello foi considerado culpado de desviar mais de 30 milhões de dólares do governo brasileiro e um avião da Martinair despenhou-se no Aeroporto de Faro matando 56 pessoas.

Era um mundo diferente. Eu tinha 17 anos e ela acabava de nascer. Hoje, ela faz 17 anos.
Naquela tarde de Outubro, saí da escola à pressa para chegar a tempo de alargar os meus horizontes e de ver a comunicação social portuguesa a entrar numa fase decisiva. Eram 16h quando começou a emissão da SIC e do seu serviço informativo que revolucionou a forma de tratar a notícia em Portugal.

03/10/09

Invertebrados, banha da cobra e trampa

Meus caros e minhas caras,

Gostaria de partilhar convosco este surpreendente artigo de opinião de Vasco Graça Moura, no Diário de Notícias do passado dia 30 de Setembro, na sequência dos resultados eleitorais.

Agradeço os vossos comentários.

Mais do mesmo

O povo português acaba de demonstrar a sua fatal propensão para viver num mundo às avessas. Não há nada a fazer senão respeitá-la. Mas nenhum respeito do quadro legal, institucional e político me impede de considerar absolutamente vergonhosa e delirante a opção que o eleitorado acaba de tomar e ainda menos me impede de falar dos resultados com o mais total desprezo.

Só o mais profundo analfabetismo político, de braço dado com a mais torpe cobardia, explica esta vitória do Partido Socialista.

Não se diga que tomo assim uma atitude de mau perdedor, ou que há falta de fair play da minha parte. É timbre das boas maneiras felicitar o vencedor, mas aqui eu encontro-me perante um conflito de deveres: esse, das felicitações na hora do acontecimento, que é um dever de cortesia, e o de dizer o que penso numa situação como aquela que atravessamos, que é um dever de cidadania.

Opto pelo segundo. Por isso, quando profiro estas e outras afirmações, faço-o obedecendo ao imperativo cívico e político de denunciar também neste momento uma situação de catástrofe agravada que vai continuar a fazer-nos resvalar para um abismo irrecuperável.

Entendo que o Governo que sair destes resultados não pode ter tréguas e tenciono combatê-lo em tudo quanto puder. Sabe-se de antemão que o próximo Governo não vai prestar para nada!

É de prever que, dentro de pouco tempo, sejamos arrastados para uma situação de miséria nacional irreversível, repito, de miséria nacional irreversível, e por isso deve ser desde já responsabilizado um eleitorado que, de qualquer maneira, há--de levar a sua impudência e a sua amorfia ao ponto de recomeçar com a mais séria conflitualidade social dentro de muito pouco tempo em relação a esta mesma gente inepta a quem deu a maioria.

O voto nas legislativas revelou-se acomodatício e complacente com o status quo. Talvez por se tratar, na sua grande maioria, de um voto de dependentes directos ou indirectos do Estado, da expressão de criaturas invertebradas que não querem nenhuma espécie de mudança da vidinha que levam e que se estão marimbando para o futuro e para as hipotecas que as hostes socialistas têm vindo a agendar ao longo do tempo. O que essa malta quer é o rendimento mínimo, o subsídio por tudo e por nada, a lei do menor esforço.

Mas as empresas continuarão a falir, os desempregados continuarão a aumentar, os jovens continuarão sem ter um rumo profissional para a sua vida. Pelos vistos a maioria não só gosta disso, como embarcou nas manipulações grosseiras, nas publicidades enganosas, nas aldrabices mediáticas, na venda das ilusões mais fraudulentamente vazias de conteúdo.

A vitória foi dada à força política que governou pior, ao elenco de responsáveis que mais incompetentemente contribuiu para o agravamento da crise e para o esboroar da sustentabilidade, ao clube de luminárias pacóvias que não soube prevenir o desemprego, nem resolver os problemas do trabalho, nem os da educação, nem os da justiça, nem os da segurança, nem os do mundo rural, nem nenhuma das demais questões relevantes e relativas a todos os aspectos políticos, sociais, culturais, económicos e cívicos de que se faz a vida de um país.

Este prémio dado à incompetência mais clamorosa vai ter consequências desastrosas. A vida dos portugueses é, e vai continuar a ser, uma verdadeira trampa, mas eles acabam de mostrar que preferem chafurdar na porcaria a encontrar soluções verdadeiras, competentes, dignas e limpas. A democracia é assim. Terão o que merecem e é muitíssimo bem feito.

O País acaba de mostrar que prefere a arrogância e a banha de cobra. Pois besunte-se com elas que há-de ter um lindo enterro.

A partir de agora, só haverá mais do mesmo. Com os socialistas no Governo, Portugal não sairá da cepa torta nos próximos anos, ir-se-á afundando cada vez mais no pântano dos falhanços, das negociatas e dos conluios, e dentro de pouco tempo nem sequer será digno de ser independente. Sejam muito felizes

01/10/09

Curva apertada, não reduza a velocidade

Punta Cana, República Dominica

Gosto de causas. Mesmo as perdidas à partida.
Gosto de me atirar de cabeça, mesmo quando só percebo que a piscina está vazia no momento antes do impacto. Não há volta a dar. Gosto da adrenalina do momento, do prazer do confronto, da discussão de ideias, do abanar das mentalidades, do apaixonar-me sem travões.

Gosto de ter opinião. E isso nem sempre é bem aceite por quem me rodeia. Mas é a vida. Gosto de dizer aquilo que penso, por mais contrária que seja a opinião das pessoas com quem falo. Isto é tudo muito bonito, mas num mundo perfeito. Neste onde vivemos, as opiniões cortam pernas, fecham portas, criam barreiras, por muito que se diga que isso não acontece.

Profissional e pessoalmente, é mesmo assim que as coisas são. É mais lucrativo alinhar na opinião generalizada do que tentar ser diferente, não ter medo de falar sobre as coisas, apontar o dedo, criticar e ficar na berlinda graças aos nossos defeitos. Mas é assim que trabalho e vivo. E enquanto me deitar todas as noites de consciência tranquila, é assim que vou continuar a ser: intempestivo, teimoso, orgulhoso e insatisfeito.

Sempre insatisfeito porque podemos sempre fazer mais e melhor. E sempre à procura do melhor caminho.

28/09/09

Não poderia concordar mais

Passadas as eleições e os exercícios de futurologia que não saíram assim tão errados, como se pode comprovar no post anterior, é altura de mudar de assunto. Vai daí, apanhei esta notícia no Diário Digital. Bate certo.

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009 | 07:30
Ateístas condenam «politização» da visita papal por Cavaco

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) considerou que o anúncio da visita do Papa a Portugal feito pela Presidência da República antes das eleições legislativas constituiu «uma politização inadmissível daquilo que é apenas matéria de crença pessoal».

Em comunicado, a AAP sublinha que o anúncio feito por Cavaco Silva ocorreu «contra a vontade da própria Conferência Episcopal», com quem terá concordado fazê-lo em conjunto e após as eleições legislativas.

«A visita de um papa católico é assunto da Igreja católica e não matéria do Estado português», assinala a AAP.

«Num Estado laico o Papa é apenas um líder religioso. Que o cidadão Cavaco Silva se regozije é um direito; que o chefe de Estado de um país laico exulte com a visita do seu líder espiritual é uma interferência nefasta da política na religião, e vice-versa.»

Diário Digital / Lusa

25/09/09

Segunda, 28 de Setembro

Foi bem animada a noite de ontem. Depois de duas semanas de campanha oficial e praticamente um ano de preparação para as Legislativas, aqueles portugueses que costumam ir votar voltaram a fazê-lo. E os resultados estão bem à vista.

Depois da maioria absoluta alcançada em 2005 (45,05% dos votos e 120 deputados eleitos), o PS teve uma queda de mais de cinco por cento, mas conseguiu agarrar-se ao primeiro lugar. A diferença é que, desta vez, só se pode falar de uma maioria relativa. Desce o número de deputados, mas Sócrates apresentou-se à comunicação social como um vencedor. No contexto da crise mundial e do desemprego, o líder do PS agradeceu aos portugueses o voto de confiança para mais quatro anos à frente do Governo.

Aquela que poderia ser considerada a grande derrotada da noite não o foi. Pelo menos na totalidade. Manuela Ferreira Leite e o PSD não conseguiram ultrapassar os socialistas, mas confirmaram a boa dinâmica que vinha das Europeias. Depois dos 72 deputados alcançados em 2005 graças a 28,70% dos votos conseguidos, o PSD fica na casa dos 30%, mordendo os calcanhares ao PS. Ferreira Leite assegurou ao País que vai dar luta no Parlamento e que, pelo menos, foi alcançado um objectivo: a retirada da maioria absoluta por parte do PS.

O grande vencedor da noite foi o Bloco de Esquerda que conseguiu chegar a terceira força política. O descontentamento de quem tinha votado PS em 2005 transformou-se em combustível para o BE que ultrapassa os 10% dos resultados e o meio milhão de votantes. Depois dos 6,38% de 2005 e dos oito deputados eleitos, o BE quase que dobra a votação e o número de mandatos. Louçã era um homem feliz quando falou à comunicação social. Conseguiu em cerca de 10 anos fazer esquecer o PSR, a UDP, trotskistas e maoístas para criar um partido jovem e em crescimento.

A CDU, pelo contrário, não soube fazer essa passagem para o século XXI e continua a manter-se à tona de água graças a um eleitorado fiel que não desmobiliza nos maus momentos. Ultrapassou a barreira dos oito por cento (7,56% em 2005) e ganhou um deputado (14 em 2005), razões mais do que suficientes para Jerónimo de Sousa se mostrar agradado com o sufrágio, escusando-se a comentar a perda do terceiro lugar da política nacional. Talvez por dentro Jerónimo pense que a força do BE poderia ser a sua, se o PC se tivesse modernizado e adaptado às novas realidades, mas ortodoxo como é, talvez nem coloque essa hipótese. E a perda de protagonismo do PC continua.

Quem também não desapareceu completamente foi o CDS-PP. Portas fez um esforço considerável na última semana de campanha e isso viu-se nos resultados. O PP sobe ligeiramente em relação a 2005 (7,26%) e alcança mais um deputado, chegando agora aos 13 representantes. Junto com o PSD não consegue mais votos do que a Esquerda, mas Paulo Portas voltou a dar a volta ao texto em mais um dos seus discursos de noite eleitoral, transformando vencidos em vencedores. O PP não morre e há mais quatro anos de contestação pela frente.

Uma última palavra para a abstenção e para os que ficaram à porta do Parlamento. A percentagem de quem não foi às mesas de voto ficou pelos 32% (menos dois por cento que em 2005) e nenhum dos candidatos dos partidos mais pequenos conseguiu a eleição.

O exercício de futurologia fica por aqui. Daqui a duas semanas há mais.

19/09/09

Let's do it

Esta semana, a RTP2 transmitiu um documentário sobre a vida de Nelson Mandela. O trabalho jornalístico, uma co-produção franco-belga, analisou a importância do líder sul-africano na criação de um Estado multicultural pós-Apartheid. Um trabalho brilhante narrado como de uma carta aberta a Mandela se tratasse. No final, os autores do documentário deixam uma citação de Madiba, como é conhecido na África do Sul aquele que, para mim, é o último grande líder vivo.
A citação passa a ser, a partir de hoje, o mote para este blogue.

"Sometimes it falls upon a generation to be great. You can be that great generation."

11/09/09

Carlinhos Teotónio Pereira


Dona Adélia... acha que dá para ligar a televisão?
Ó meninos, vocês sabem que a televisão está sempre desligada à hora de almoço.
Mas é que um avião foi contra um prédio em Nova Iorque, telefonou-me um amigo a dizer.
A sério?
Sim, queríamos ver.
Tá bem, pronto, mas não se habituem.

Quase todos os dias íamos ali almoçar. Em grupo, a dois ou a três, era o nosso poiso. A comida não variava muito, mas o Beiradouro era a nossa cantina. Naquele dia, estava eu e o Carlinhos. Eu comi carne à portuguesa, ele não me lembro.
A Dona Adélia ligou a televisão e estava a dar a imagem de uma das torres do World Trade Center a deitar fumo na metade superior.

Bem... que cena!
Ai meninos, que desgraça.
Olha, olha... estão a dar repetição. Xiii...

Não era a repetição, era o segundo avião. Em directo.
O telefone não parava de tocar, a carne à portuguesa ficou fria e já nem houve tempo para a mousse de manga feita pela Armanda, a filha da Dona Adélia que nos impunha respeito.

Ouve, esta cena é única, estamos a viver uma coisa histórica.
Pois estamos. Temos que fazer alguma coisa.
Bora para Nova Iorque?
Quando? Hoje?
Sim, ou amanhã, quando der. Eu meto férias e tudo.
Bora.

Depois de muita discussão, o Carlinhos acabou por ir. Não me deixaram meter férias e ir para lá em reportagem, mas foi ele. E ainda bem que foi assim.

Oito anos depois, continuo a sentir saudades daquele 11 de Setembro.

08/09/09

Salvem O Terraço

Leio no Público a notícia de que O Terraço, no topo do edifício do Mercado do Chão do Loureiro, pode ter os dias contados. A EMEL quer lá construir um silo automóvel com área para 204 lugares de estacionamento. Onde está O Terraço pode passar a existir um restaurante de luxo.

Estas coisas chateiam-me. É provavelmente a melhor esplanada de Lisboa, com uma vista magnífica e condições excepcionais. Para quê estragar o que está bem?

Está criado um Grupo no Facebook para alertar consciências e discutir esta decisão.




07/09/09

Vai buscar!

A prova, cortesia da Soph


Estávamos no balcão do pavilhão das Caldas da Rainha. Tínhamos acabado de nos apoderar de um banco corrido para três pessoas. Bebíamos cerveja, comíamos pistachos e sopa de peixe com camarão. Os Ciganos D'Ouro tocavam no palco principal da Festa do Avante.

O Zé, que não gosta muito de futebol e percebe ainda menos - conhece um clube que se chama Aston Villa, torce pelo Vitória e tem resquícios de betice pelo Sporting - tem um telemóvel fora do normal. Foi fabricado em Portugal e possui uma antena como a dos transístores antigos que permite receber a emissão dos quatro canais portugueses.

Foi a nossa salvação, já que não existiam televisões à vista para assistir ao jogo. E lá nos sentámos com o telemóvel na horizontal, apoiado numa pilha de copos de cerveja que não parava de crescer, Vimos a primeira parte naquele ecrã de seis centímetros por quatro, mais coisa menos coisa. Quem passava por ali, estranhava, fazia comentários sobre o telefone e perguntava o resultado.

Os funcionários do pavilhão das Caldas queriam saber mais, metiam conversa, faziam piadas, criticavam os brasileiros e o treinador. Queriam que os avisássemos quando fosse golo. E avisámos, mas tinha sido da Dinamarca. Era o meu sinal, levantei-me e fui à casa-de-banho arranjar espaço para mais cerveja.

Segunda parte, a mesma coisa. Aquilo já irritava. Sem sol, via-se melhor o ecrã, mas nada de golos. Os de branco atacavam, os de vermelho defendiam. "Isto só lá vai com uma pinga que tenho aqui para vocês", alertou o camarada de barba grisalha do outro lado do balcão. Serviu meia dúzia de copos com vinho branco regional e foi golo. Menos de um minuto depois, foi golo. Ó homem, você já podia ter oferecido isto antes. Abra mas é mais outra para a gente ganhar isto.

No seguimento de um canto, a bola foi à cabeça de um jogador de branco e entrou na baliza dos "maus". Os festejos foram efusivos, ainda havia tempo para dar a volta. Quem é que marcou? Quem é que marcou? Eh pá, não se vê muito bem, o ecrã é pequeno. Parece o Bosingwa. Não, não, é o Liedson. Silêncio.

Era um golo importante, tão importante como o do Pepe no primeiro jogo que fez pela selecção portuguesa. Menos importante que o do Deco, no seu primeiro jogo como português, contra o Brasil, num particular. Acreditem que não é xenofobia, racismo ou qualquer outra estupidez do género, mas fica sempre uma coisinha estranha na alma com estes golos dos portugueses nascidos no Brasil. É como se tirasse um pouco do mérito, da justiça, da credibilidade, da honestidade.

Tás louco? Isto é o futebol português, nada disso existe.

Gooooooloooooo!!!!

30/08/09

Por favor, não alimentar os animais

Veleiro Sea Cloud, Mar das Caraíbas


"Viste bem? Olha eu a enfardar no gajo. Tás a ver? Olha, olha... o Necas a agarrá-lo e o Zé a encher-lhe a fronha! Bem, ganda biqueirão que o gajo lhe deu nas costelas. Eh eh eh eh..."

Parece que os estou a ver. De telemóveis de última geração em punho, a conversar uns com os outros e a ver as imagens na SIC ou no site do Correio da Manhã. Estão orgulhosos, comentam a noite de pancadaria na La Movida, no Porto, toda filmada pelas câmaras de vigilância, com a anuência dos porteiros da discoteca e com o medo do segurança privado, que até se desviou para que os energúmenos pudessem estar mais à vontade. O que é que ele podia fazer, pergunta-se agora. De facto, nada. Quem deveria fazer não o faz.

Não é só a Polícia que pode fazer alguma coisa mais. As imagens chocantes servem para identificar esta gentinha, mas será que vão servir para alguma coisa? E a associação dos comerciantes dos espaços nocturnos? Será que já entregou a lista que lhes foi pedida de clientes que podem causar potenciais problemas? Também não... esqueceram-se, provavelmente. Não se esquecem é do dinheiro e das negociatas que vão sempre rolando na noite.

Como se pode ver nas imagens, é muito mais fácil olhar para o lado e deixar que esta cultura de violência, de impunidade e de comportamento animalesco se sobreponha a tudo o resto. Dificilmente conseguiria encontrar melhor exemplo de comportamento grupal levado ao extremo. Quer dizer, talvez no Mundo Animal consiga encontrar, com leões, búfalos ou hipopótamos, mas esses são animais selvagens. Têm essa desculpa.

Pronto, estes também são, mas não têm qualquer desculpa para isto.