Porquê? Why?

Há histórias que têm que ser contadas.
Há exemplos que têm que ser seguidos.
Há personagens que têm que ser desvendadas.
E nós merecemos um jornalismo diferente que nos mostre que ainda vale a pena.



03/12/08

Sem anos de solidão


O jornal MEIOS & PUBLICIDADE informa hoje na sua edição online que irá realizar-se, esta tarde, um debate sobre os 100 anos do ensino do Jornalismo. O evento vai decorrer no auditório da Fundação Luso-Americana (FLAD), em Lisboa, pelas 18h30. Cristina Ponte, professora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Fernando Cascais, director do Cenjor, Adelino Gomes, jornalista e provedor da RDP e Ana Luísa Rodrigues, jornalista da RTP serão os convidados para a discussão sobre o tema da actividade jornalística em Portugal neste século de ensino do jornalismo.


Espero que não se assista a mais um daqueles debates de masturbação deontológica onde se luta contra a subjectividade e se exalta a objectividade para o bem da classe. O jornalismo de hoje não é o mesmo de há 100 anos, nem de há 50 ou de há 10. Está em constante mutação. Principalmente para pior. Neste século do imediato, onde os crimes de sangue e os fait divers são elevados à escala de notícia, vai sobrando pouco espaço para contar histórias, para mostrar realidades, para denunciar situações. E aquilo que é ensinado nas universidades é apenas palha para quem depois terá que se deparar com os acontecimentos do dia a dia numa redacção: auto-censura, filhadaputice entre colegas, lambe-botismo, pressões de lobbies económicos, premiar da mediocridade, baixos salários para quem chega à profissão, apatia do Sindicato dos Jornalistas, o papel quase inútil do Cartão de Jornalista da Comissão da Carteira Profissional, o desprezo pelo trabalho dos estagiários, ... Enfim, pode ser que também isso faça parte do debate de logo à tarde.




2 comentários:

I disse...

na mouche.

Ricardo Santos disse...

Grazie. Continua a aparecer por cá.