Porquê? Why?

Há histórias que têm que ser contadas.
Há exemplos que têm que ser seguidos.
Há personagens que têm que ser desvendadas.
E nós merecemos um jornalismo diferente que nos mostre que ainda vale a pena.



19/07/11

O mundo não é dos cinzentos

Diz-nos o Diário de Notícias - e outros meios de comunicação - que a Universidade Católica desaconselha a utilização de chinelos e bermudas aos seus alunos, professores e funcionários. No Facebook, a boa nova espalha-se de forma viral, com comentários para todos os gostos. Não são poucos os que aprovam a medida, tal como também é elevado o número daqueles que a ridicularizam.

A Católica é um estabelecimento de ensino privado. Quem o frequenta, paga e bem para lá estar. Regras são regras e quem lá estuda tem que viver com elas. A meio do jogo, o árbitro resolveu criar uma nova, mas é a vida. Chinelos e calções, equipamentos desportivos e outras coisas demoníacas do género não têm lá lugar. Aceita quem quer. E cabe a quem quiser o acto da contestação.

Não são poucas as vezes em que surjo nas redacções com as quais colaboro, de calções e ténis, de jeans e havaianas e quase sempre de t-shirt. Não envergo a camisola do Glorioso no dia-a-dia porque essa é apenas para ser usada na Catedral e iria sentir-me bastante revoltado se me impedissem de entrar num local de trabalho por estar de calções e chinelos. Mas isso sou eu, que gosto de ver o mundo com cores alegres e vestimentas descontraídas, sejam elas em tecido ou fruto da mente.

Para fatos cinzentos e camisas às riscas, já me basta o pensamento dominante.

4 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Devia ser introduzida aqui a variante do género...
É uma análise feita apenas no masculino e ao masculino!:-))

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Também não uso gravata (salvo quando, por dever de ofício me sinto obrigado a isso) e não me vejo a entrar numa redacção com o pendericalho ao pescoço.
No entanto, também não alinho com o que o Marujo escreve hoje no Público. Mas sobre isso, penso escrever um destes dias lá no me canto.

Ricardo Santos disse...

Rosa dos Ventos, o que não faltam são cinzentas, mas prefiro sempre escrever sobre aquilo que conheço. Mas que as há, há.

Carlos Barbosa de Oliveira, já sinto uma comichão no pescoço só de pensar na gravata... Então diga lá de sua justiça no seu canto, porque o que o António Marujo escreveu até me agradou: de facto, Jesus. o andrajoso, não poderia ter entrado na Católica. Já para não falar do cabelo comprido.
Um abraço e obrigado por ter passado por cá, o Carlos, não o Jesus.

Rosa dos Ventos disse...

:-))))!