O país do Mundo onde a doação de orgãos tem mais e melhores resultados é a Espanha. São 34 dadores mortos por milhão de habitantes, de acordo com dados do Registo Internacional de Doação de Orgãos e Transplantes. O país aqui ao lado apostou desde 1989 numa rede de transplantes e doações à escala nacional para permitir aos médicos identificarem mais facilmente os dadores compatíveis. Este exemplo de Espanha atingiu de tal forma os seus objectivos que a Organização Mundial de Saúde decidiu recomendá-lo como prática modelo.
Ao contrário do que os pessimistas poderiam esperar, Portugal não está mal nesta área. O número de dadores cadáveres tem aumentado, cifrando-se agora nos 26,7 por milhão de habitantes. Mas isso ainda não chega.
Doar orgãos para salvar vidas não pode ser uma questão de dois mais dois: morreu, doa-se. É uma questão que mete ética, moral, religião, mas também humanismo. Permitir que, em caso de morte, se autorize a utilização dos próprios orgãos para salvar outras vidas é uma forma de altruísmo.
Afinal, credos e crenças à parte, se só a alma se salvará depois da morte física, de que servirá a embalagem senão de combustível para o forno crematório ou de alimento para os vermes?
Eu sou adepto da reciclagem humana.
2 comentários:
Um dia vou tratar dos papéis...
na parte que me toca, se o que tenho dentro de mim estiver em condições, podem contar com os meus orgãos.
A minha alma continua o seu caminho... mas se o corpo que ela escolheu para habitar puder ajudar mais alguém... make it happen :)
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